Bradesco nega acordo para comprar Amil e afasta rumores sobre operação de R$ 12 bilhões

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O Bradesco esclareceu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que não possui nenhum acordo vinculante com os fundos Advent e Bain Capital para a aquisição da Amil. A manifestação veio após uma reportagem indicar que o banco poderia disponibilizar cerca de R$ 12 bilhões para ajudar a viabilizar a compra da operadora de planos de saúde.

A declaração do banco reduz, pelo menos neste momento, as especulações sobre uma possível participação direta do Bradesco na negociação envolvendo a Amil. A instituição ressaltou que eventuais conversas sobre estruturas de financiamento fazem parte do processo normal de avaliação de grandes operações de fusões e aquisições.

De acordo com o Bradesco, potenciais compradores costumam analisar diferentes alternativas de financiamento junto a bancos e outras instituições financeiras antes de concluir uma transação. Dessa forma, a existência de discussões relacionadas a uma possível estrutura de crédito não significa necessariamente que exista um compromisso formal para a realização do negócio.

O banco também afirmou que, mesmo diante de uma eventual participação em uma operação nos moldes mencionados na reportagem, não entende que isso necessariamente resultaria na obrigação de divulgar um fato relevante. Segundo a instituição, uma eventual operação estaria inserida no curso normal de suas atividades.

Bradesco registra recuperação nos resultados

O esclarecimento sobre a Amil acontece em um momento positivo para o desempenho operacional do Bradesco. No segundo trimestre de 2026, a instituição registrou lucro líquido recorrente de R$ 7,05 bilhões, representando crescimento de 16% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O resultado marcou ainda o décimo trimestre consecutivo de avanço do lucro recorrente, reforçando a recuperação da rentabilidade do banco e sua estratégia de melhoria dos indicadores operacionais.

Ações entram no radar dos investidores

Antes da divulgação do esclarecimento sobre a Amil, as ações preferenciais do Bradesco, negociadas sob o código BBDC4, encerraram o pregão de terça-feira (25) cotadas a R$ 16,78, com valorização de 3,13%.

Durante a sessão, os papéis oscilaram entre R$ 16,25 e R$ 16,81, depois de abrirem a R$ 16,28. O mercado agora deve avaliar se a negativa do banco altera as expectativas relacionadas a uma possível alocação de capital na operação.

A ausência de um acordo vinculante pode diminuir preocupações relacionadas a um eventual desembolso imediato de recursos para a aquisição da Amil. Por outro lado, novas informações ou mudanças nas negociações podem continuar influenciando o comportamento das ações BBDC4.

Amil permanece no centro das especulações

A possível movimentação envolvendo a Amil ocorre em um segmento estratégico e de grande relevância no mercado brasileiro de saúde suplementar. Caso uma transação avance, a estrutura de financiamento será um dos pontos acompanhados de perto pelos investidores.

Por enquanto, porém, o Bradesco deixa claro que não existe compromisso formal firmado com Advent e Bain Capital para a compra da operadora.

Para os acionistas e investidores que acompanham o banco, o episódio reforça a importância de observar os próximos comunicados oficiais e eventuais informações encaminhadas à CVM. Além da questão envolvendo a Amil, o mercado continuará monitorando a evolução da rentabilidade, a qualidade da carteira de crédito, o controle de despesas e a estratégia de alocação de capital do Bradesco.