Programa Segurança Presente fica mais perto de virar realidade no Leblon

Moradores do Leblon, na Zona Sul do Rio, poderão contar em breve com um reforço no combate à violência, por meio do programa Segurança Presente, que já atua com operações em outros bairros como a Lapa, Lagoa e Centro, numa parceria entre a iniciativa privada e o governo do estado, conforme noticiou a colunista Marina Caruso, de O GLOBO.

Segundo a presidente da Associação de Moradores e Amigos do Leblon (Ama-Leblon), Evelyn Rosenzweig, na última sexta-feira foi procurada pelo governador Luiz Fernando Pezão, que acenou com a possibilidade de fechar o convênio com a associação nos próximos dias.

— Quando houve a intervenção (na segurança do Rio) a gente estava no processo de assinar (o convênio) no dia seguinte. Então tivemos de esperar para que os dois generais (o interventor Walter Braga Neto e o secretário de segurança, Richard Nunes) tomassem conhecimento e definissem as ações. Na sexta-feira o governador finalmente me avisou que o general (Richard Nunes) autorizou fazer o convênio. Então é agora que a gente vai partir mesmo para cima.

A presidente da Ama-Leblon disse que agora só espera o sinal verde do governo para sair em busca dos recursos com a iniciativa privada. Evelyn afirmou que depois de assinado o convênio precisa de, pelo menos, mais dois meses para colocá-lo em prática. Esse é o tempo que ela precisa para voltar aos empresários e comerciantes do bairro para levantar os recursos que vão ajudar a bancar o programa, cujo custo anual será de R$ 10 milhões.

Esses recursos vão ajudar a bancar o pagamento dos 124 agentes, por turno, que vão fazer o patrulhamento das ruas numa área que vai abranger da Cruzada São Sebastião ao Alto Leblon. Além de circularem a pé, os policiais farão uso também de bicicletas, motocicletas e viaturas.

Segundo Evelyn, a tecnologia será um importante componente do Leblon Presente. Os agentes vão contar com o auxílio de 95 câmeras de vigilância, distribuídas pelo bairro. Além disso, está previsto também o uso de um aplicativo chamado Linha Direta, através do qual, pelo celular, será possível a vítima de um ato de violência, como um assalto, comunicar aos agentes do programa o que está ocorrendo e pedir socorro.

A primeira experiência com o aplicativo, segundo o administrador de empresas Leonardo Gandelman, que o desenvolveu, foi com o 31º BPM (Barra da Tijuca) em agosto do ano passado. Depois disso foi utilizado pelo 18º BPM (Jacarepaguá), 19ºBPM (Copacabana) e 2º BPM (Botafogo).

— O aplicativo funciona da seguinte maneira: há um botão em que a pessoa aperta e narra em dez segundos o que está acontecendo. Depois disso o aplicativo fecha automativamente para proteger a vítima. A informação é enviada para os agentes com dados de localização, identificação (é preciso fazer um cadastro prévio) e telefone da vítima. A mensagem vai por áudio, texto ou vídeo — explica Gandelmon, acrescentando que a pessoa tem ainda a opção de enviar o pedido de socorro também a um amigo ou parente, desde que também cadastrados no aplicativo.

De acordo com o presidente da Ama-Leblon, as principais ocorrências policiais no bairro são relacionadas a roubo de transeunte. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que essa modalidade criminosa praticamente triplicou em fevereiro passado, no comparativo com o mesmo período de 2017, na área do 23º BPM (Leblon). Foram 198 casos contra 67. Roubo de celular também cresceu de 14 para 66. Já roubos de veículos apresentaram redução de 11, em fevereiro do ano passado, para seis em fevereiro passado. No total foram 364 roubos em fevereiro de 2018 contra 122 do mesmo período em 2017.

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