Primeiro escalão da PM e da Polícia Civil terá de ser aprovado por general do Exército

Os futuros ocupantes de cargos de primeiro escalão, na Polícia Civil e na Polícia Militar, terão de ter a indicação aprovada pelo secretário de segurança e general do Exército Richard Nunes. Para autorizar as nomeações, o homem de confiança do interventor federal general Walter Braga Netto, fará uma espécie de apreciação dos indicados para ocupar cargos como corregedores das duas corporações, subchefe de polícia e chefe do Estado Maior da PM.

As indicações serão feitas pelo delegado Rivaldo Barbosa, chefe de Polícia Civil, e pelo coronel Luís Laviano, comandante da Polícia Militar. Escolhidos para comandar as duas corporações na última terça-feira, os dois já sabem que os indicados para os postos estratégicos deverão ter ficha limpa. Ou seja, terão de possuir conduta idônea e não responder por desvios ou terem sido condenados por algum tipo de crime na esfera judicial.

As posses de Rivaldo Barbosa e Luís Laviano, respectivamente nos cargos de chefe de Polícia Civil e comandante da PM, foram marcadas para a próxima semana.Segundo o Twitter da Secretaria de Segurança, Rivaldo Barbosa tomará posse, na próxima terça-feira, dia 13, às 10h, na Cidade da Polícia, no Jacaré, na Zona Norte do Rio. Já o coronel Laviano tomará posse como comandante da Polícia Militar, no dia 14, quarta-feira, às 16h, no Batalhão e Choque, no Centro do Rio.

Segundo orientação do secretário, até lá Laviano e Rivaldo deverão optar pelo silêncio, evitando entrevistas. A ordem é válida até que tomem posse dos cargos.

Nesta quinta-feira, com uma só canetada, o interventor Braga Netto exonerou sete diretores e quatro subdiretores de unidades penais do Rio de Janeiro. Publicadas no Diário oficial, as exonerações teriam sido feitas a pedido do delegado David Anthony, atual secretário da Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap).

Entre os exonerados está Saulo Evaristo Pereira, que deixou a direção do presídio Carlos Tinoco da Fonseca, em Campos, no Norte Fluminense. No início de fevereiro, cinco detentos fugiram da penitenciária, após passar por um buraco nas grades. Saulo Evaristo foi substituído por Luiz Alberto Muniz, que foi nomeado para o mesmo cargo.

Segundo o Conselho Nacional de Justiça, o Carlos Tinoco tem capacidade para abrigar 842 presos, mas está superlotado com 1794 detentos.

Também ocorreram mudanças na direção das unidades penais Danton Crespo de Castro, em Campos, Romero Neto e Hélio Gomes, em, Magé, juíza Patrícia Aciolli, em São Gonçalo, Francisco Spargoli Rocha, em Niterói, e Lemos de Brito, no município do Rio. Ouvido pela reportagem, Gutembergue de Oliveira, presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Penal do Rio de Janeiro, disse que os exonerados foram indicados pela a administração anterior da Seap, e por isso perderam os cargos.

— Como houve uma mudança na administração da Seap, quem foi indicado pela equipe anterior acabou sendo exonerado — disse.

Procurada para falar sobre o caso, a Seap informou que as exonerações ocorreram porque “ o momento é de dar um choque de gestão.” Abaixo, a íntegra da nota da Seap.

“A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária informa que o Secretário David Anthony é o titular da pasta desde 24 de janeiro e que os atos de exoneração e nomeação fazem parte da rotina administrativa do início da nova administração. O momento é de intervenção, no sentido de dar um de choque de gestão. As publicações no DO não têm nada a ver com os problemas identificados no presídio de Benfica”.

FONTE: Extra

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