China pode estar se preparando para ‘fase ativa da guerra econômica’ contra EUA

Enquanto Washington se recusa a reconhecer a China como economia de mercado e vem realizando investigação antidumping contra o gigante asiático, Pequim está se preparando para estabelecer no comércio de petróleo um "contrato de futuros" em yuan e com possibilidade de conversão em ouro.

Especialistas consultados pela edição russa Gazeta.ru analisaram esta nova “fase ativa” da guerra econômica entre as duas potências a fim de entender se a China será capaz ou não de privar o dólar do status de principal divisa petrolífera do mundo.

Todos os analistas consultados acreditam que a medida de Pequim não passe de “um instrumento destinado à desdolarização tanto do mercado petrolífero como de toda a economia mundial”, embora prevejam que o processo não vá ser rápido.

Componente vital para a economia dos EUA

Analistas da empresa administrativa de ativos, Kapital, lembram que, desde a década de 70, países da OPEP vendem “ouro negro” em “petrodólares”, cuja conversão em títulos do Departamento do Tesouro norte-americano “foi e continua sendo um componente vital para a economia dos EUA”. Além do mais, a partir de agora, produtores de petróleo poderão trocar matéria-prima bruta por ouro ou títulos do Tesouro norte-americano, de acordo com expectativas futuras.

Vale destacar que a China dará uma maior participação de mercado aos países que aceitem o novo contrato em sua moeda nacional, assim que os maiores parceiros comerciais de Pequim serão praticamente obrigados a aderir ao novo instrumento comercial para preservar sua cota. Como resultado, “devemos esperar uma desdolarização gradual”, assinalam.

Na opinião de Yevgeny Loktyukhov, especialista do banco Promsvyazbank, o mercado deste tipo de derivados parece ser bastante promissor com impacto moderado pelo menos por enquanto.

Por sua vez, Andrei Khokhrin da companhia Tserikh questiona a viabilidade de conversão em ouro, já que os mercados de petróleo e de ouro são incomparáveis em volume. Não obstante, admite que o dólar esteja perdendo seu status de principal moeda de câmbio, e o acúmulo constante da dívida dos EUA “somente acelerará a perda das posições de monopólio do dólar”.

Sputnik News

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