Jungmann aciona Exército para ajudar nas investigações da morte de coronel da PM

RIO – Durante uma reunião em Brasília, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, lamentou na tarde desta quinta-feira a morte do coronel Luiz Gustavo de Lima Teixeira, comandante do 3º BPM (Méier), executado por bandidos durante um suposto assalto no Méier. Logo que soube da morte do coronel da PM, Jungmann entrou em contato com o Comando Militar do Leste (CML) e colocou à Inteligência militar do Exército à disposição da Secretaria de Segurança. Militares já estão ajudando nas investigações do caso.

— Lamentável a preocupante morte do coronel PM. Nosso pessoal do CML (Comando Militar do Leste) já entrou em contato com a Secretaria de Segurança e nossa Inteligência esta coordenada com a do Rio, contribuindo para elucidas esse trágico caso — afirmou Jungmann.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Wolney Dias Ferreira, também lamentou a morte de Luiz Gustavo de Lima Teixeira. Em nota enviada ao GLOBO, Wolney Dias informou que o coronel Teixeira, de 48 anos de idade, sendo 26 deles dedicados à corporação, estava à frente do 3º BPM (Méier) há um ano e meio. Segundo o comando da PM apurou, o oficial foi vítima de uma tentativa de assalto no final da manhã desta quinta-feira, na Rua Hermengarda, no Méier.

Criminosos armados, segundo a PM, efetuaram vários tiros em direção ao carro em que o coronel estava. O policial chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu e morreu. O carro era dirigido por um outro policial militar, que também foi baleado, mas sobreviveu ao ataque.

EM JULHO, FORÇAS ARMADAS OCUPARAM RUAS DO RIO

Em julho deste ano, durante uma das maiores crises de segurança na história do estado, quase 10 mil homens das tropas federais, sendo 8,5 mil do Exército, 620 da Força Nacional e 380 da Polícia Rodoviária Federal, ocuparam as ruas do Rio. No início da tarde de 28 de julho, comboios do Exército fazem patrulhamentos em ruas e rodovias do Estado, espalhados, principalmente, pela Região Metropolitana do estado. Os militares reforçaram a vigilância em Copacabana, na Zona Sul do Rio; na Linha Vermelha; na Rodovia Washington Luiz; na saída da Ponte Rio-Niterói; na Via Dutra; em São Gonçalo; na Avenida Brasil. À época, o próprio ministro Raul Jungmann ressaltou que o foco das operações não seria o patrulhamento ostensivo das ruas, mas sim o combate ao tráfico de drogas, armas e o roubo de cargas.

EM SETEMBRO, MILITARES FIZERAM CERCO À ROCINHA

No dia 22 de setembro, as Forças Armadas foram novamente foram novamente acionadas para atuar no estado, desta vez para conter uma guerra de facções rivais pela disputa do controle do tráfico de drogas na comunidade. Ao todo, 950 homens do Exército, da Marinha e da Aeronáutica fizeram um cerco à Rocinha, em uma ação de apoio às polícias Civil e Militar. O espaço aéreo sobre a maior favela do Rio chegou a ser fechado durante a ação. O plano da força-tarefa era “asfixiar o tráfico de drogas na região, embora os tiroteios tenham levado moradores da comunidade e do entorno ao pânico. Após uma semana de ocupação, as Forças Armadas deixaram a Rocinha, o que despertou novamente a preocupação dos moradores, que temiam o recomeço da guerra entre os grupos ligados aos traficantes Nem da Rocinha e Rogério 157.

FONTE: O Globo

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