Após arma de general ser recuperada, operação do Exército é suspensa

Após três dias de trabalhos nas ruas da região sul da Capital, Forças Armadas encontram pistola de general e suspendem 'operação de guerra'

Foi suspensa nesta segunda-feira (17) a ‘operação de guerra’ desencadeada pelo CMO (Comando Militar do Oeste) do Exército nas ruas da região sul da cidade desde sexta-feira (14), em busca de armamento restrito.

Segundo informações, a movimentação dos militares foi interrompida depois que a pistola 9 milímetros de um general foi recuperada. Não há informações sobre o local ou se alguém foi preso pelo porte da arma, de calibre considerado restrito, de uso controlado justamente pelo Exército.

Conforme já se falava na sexta-feira, a arma havia sido furtada na manhã daquele dia, após bandidos invadirem a casa particular do militar na região do Conjunto Aero Rancho.

As Forças Armadas não confirmam a informação. Oficialmente, dizem que por questões de segurança não revelarão detalhes dos trabalhos e um balanço do que foi apreendido.

Na última sexta-feira, o Exército disse por meio de nota oficial do CMO que a operação foi deflagrada após seu setor de inteligência levantar informações de que armas e explosivos estariam a caminho da Capital.

“São dados obtidos na Operação Ágata, que as Forças Armadas fizeram na região da fronteira do Paraguai. Nós fomos convidados a prestarmos apoio, mas não tivemos maiores informações por se tratar de produtos controlados. Pelo menos é o que eles alegam”, disse um comandante da Polícia Militar que prefere não se identificar.

Segundo o major Marcelo Machado, porta-voz do CMO, os trabalhos foram realizados durante o feriado para evitar transtornos na cidade.

Cerca de 390 militares participaram da operação, que ficou concentrada nos bairros da região sul, como Jardim Nhanhá, Marcos Roberto, Vila Piratininga, Guanandi e Taveirópolis.

A Operação Ágata ocorreu de 2 a 8 de abril, envolvendo 900 militares, que realizaram pelo menos 150 ações na região de fronteira com o Paraguai e a Bolívia.

O trabalho ocorreu em 30 postos de bloqueio e controle de estradas, 78 patrulhamento de reconhecimento aéreo e terrestre, além de fiscalizações em “áreas sensíveis”, como terminais rodoviários e vistorias de veículos leves e pesados.

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