Emílio Odebrecht revela à Lava Jato, o que general do Exército falou sobre Lula

Em depoimento, o patriarca da Construtora Odebrecht, informou aos investigadores, as palavras ditas pelo general Golbery do Couto e Silva sobre Lula.

Em um dos depoimentos concedidos pelo patriarca da maior empreiteira do país, Emílio Odebrecht, dono da Construtora Odebrecht, novas revelações vieram a público, especialmente, em se tratando do ex-presidente da República, Luiz Inácio #Lulada Silva. Emílio, referindo-se a Lula, em depoimento à Operação Lava-Jato, afirmou que o ex-presidente é “das pessoas mais intuitivas” que ele já conheceu. Em outro trecho de seu depoimento, Emílio Odebrecht diz ainda que Lula revelou que em forma de negação ao executivo da empreiteira no passado, que não tem um perfil estatizante que marcou o discurso do líder sindical e candidato às eleições presidenciais nos últimos anos.

Emílio Odebrecht também foi enfático ao afirmar que quando questionou Lula sobre uma possível estatização da maior estatal brasileira; a Petrobras, ele disse que “Emílio o conhecia e que, dessa forma, não seria ele (Lula), alguém que fosse de estatizar”, recordou em depoimento o empreiteiro.

General do Exército se manifesta

Em um dos principais trechos do depoimento de Emílio Odebrecht à força-tarefa de investigação da Operação Lava-Jato, o empreiteiro também revelou, de modo contundente, as palavras ditas a ele por parte de um general do #Exércitobrasileiro. O delator afirmou que em um dialogo mantido com o general Golbery do Couto e Silva, um dos nomes mais fortes do período da ditadura no Brasil, que o militar se referiu a Lula, descrevendo-o, da seguinte maneira: “Lula não tem nada de esquerda. Ele é, na verdade, um bon vivant”, afirmou o general. As palavras do general, segundo Emílio, com a expressão francesa proferida, que Lula, segundo, Emílio em sua análise aos procuradores, “gosta mesmo é de vida boa, uma cachacinha”, relatou o empreiteiro sobre as declarações do general das Forças Armadas.

Lula já é réu em cinco processos por prática de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de influência, sendo que dois dos processos, está no âmbito da Operação Lava-Jato. A Lava-Jato é conduzida em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná. A força-tarefa investiga escândalos bilionários de corrupção que proporcionaram rombos nos cofres públicos da Petrobras e é considerada a maior operação de combate à corrupção de que se têm notícia no Brasil. Políticos, empresários e operadores do esquema já foram presos no âmbito das investigações.

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