Militar preso por tentativa de homicídio diz que reagiu a assalto em São José

Um oficial reformado da aeronáutica vai responder por tentativa de homicídio, além de ter ficado quatro dias preso, depois de afirmar que reagiu a um assalto enquanto trabalhava como motorista do Uber em São José dos Campos (SP).

Segundo o militar, ao ser abordado por criminosos, ele rendeu um dos suspeito e acionou a PM. O suposto assaltante foi autuado por embriaguez ao volante e liberado após pagar fiança. À polícia, ele negou o roubo.

O caso ocorreu em dia 16 de maio, depois que Cléber Moreira, de 51 anos, deixou uma passageira na região do Campo dos Alemães à noite. Ele conta que após deixar a mulher, foi abordado por três homens em um carro, sendo que dois deles desceram e exigiam que ele saísse do veículo.

Ao desembarcar do próprio veículo, ele atirou contra os supostos criminosos. Dois deles fugiram a pé e o terceiro com o carro onde o trio estava quando foi feita a a abordagem. Ele seguiu o homem por alguns quilômetros e conseguiu rendê-lo, após baterem os carros. O militar acionou a PM, que os encaminhou à delegacia.

No boletim de ocorrência, consta que o suposto assaltante estava embriagado, apresentando 0,75 mg de álcool por litro de sangue. Ele prestou depoimento e negou a tentativa de assalto – disse que o militar ficou irritado por causa da colisão. Segundo o B.O, o suspeito de assalto disse que, por estar bêbado, teria batido no carro do militar e que ele atirou contra ele e depois o rendeu. O homem não tinha passagem.

Após o depoimento, o delegado decretou a prisão dos dois. O suposto assaltante foi autuado por embriaguez ao volante e estipulada fiança de R$ 1 mil. Cléber permaneceu preso na mesma cela que o homem por cerca de 12h.

Por ser oficial da reserva, ele não poder permanecer preso em cadeia comum. Ele foi recolhido pela aeronáutica e liberado com pagamento de fiança de R$ 10 mil, depois de permanecer quatro dias de preso em penitenciária especial.

“Eu tenho porte de arma, minha arma estava registrada, eu apresentei todas as provas, mas fui preso. Eles iam levar um carro que eu tinha acabado de comprar e só atirei para despistar, não matei ninguém. Mantive o homem comigo e acionei a PM, agora estou sendo punido”, afirmou. O carro dele permanece apreendido no pátio da Polícia Civil.

No boletim, a polícia pondera que o homem acusado pelo militar de ter tentado o assalto não tem passagem pela polícia e trabalha como jardineiro.

Por nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que “os depoimentos foram colhidos na ocasião dos fatos e os envolvidos foram autuados em flagrante, sendo um deles por embriaguez ao volante e o outro por disparos de arma de fogo e tentativa de homicídio”

Além disso, disse que “o inquérito foi relatado no mês de junho à Justiça, a quem devem ser feitos questionamentos sobre novos elementos apresentados pela defesa durante o processo judicial”.

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