Morador acusa militar do Exército de agressão na Praça Seca, Zona Oeste do Rio

O fato teria acontecido na manhã desta quarta-feira (4) durante operação do Comando Conjunto nas Comunidades do Bateau Mouche e Barão.

militar do exército
militar do exército

Um morador da comunidade do Barão, na Praça Seca, Zona Oeste do Rio acusa um militar do exército de agredi-lo em abordagem durante operação das forças de segurança na manhã desta quarta-feira (4). Um vídeo mostra parte da abordagem.

Segundo o homem, dois militares o abordaram apontando o fuzil e o agrediram fisicamente enquanto saía de casa com o filho de 3 anos no colo.

“Eles estavam de longe, uma distância de uns oito metros de mim, eles nem chegaram a descer para me revistar, estavam na ladeira atrás da minha casa e me abordaram com fuzil e percebi que estava destravado. Reclamei pela atitude da abordagem, com medo da arma destravar. Eles recuaram, desceram, deram a volta por trás da minha casa e quando percebi que eles iam vir na minha casa, peguei meu filho dormindo, fechei a casa e saí para a rua”, contou o morador da comunidade da Barão.

“Foi então que um deles veio na minha direção e falou ‘agora tu está vindo com criança, né?’. Botei meu filho no chão, aí ele começou a discutir comigo. Foi quando peguei meu filho no colo que o militar do exército deu um soco na minha cara. Aí vieram outros e não deixaram a briga acontecer. Mas até então eu não cheguei a encostar a mão nele não. Eu não entendi o que aconteceu na hora do soco. Fiquei muito chateado”, acrescentou.

O morador ainda ressaltou que depois da agressão resolveu pegar o celular para registrar o ocorrido e um militar do exército derrubou o aparelho no chão. Ele contou que obedeceu às ordens dos militares no momento da abordagem, e até permitiu que entrassem na residência, mas ainda assim ocorreu a agressão.

“Eu até pedi para ele entrar. Dei um bom dia, mas ele não quis entrar não. Foi complicado. Eu também assumo que estava um pouco exaltado, mas fiquei nervoso com a atitude que tiveram na abordagem. Estou muito decepcionado hoje com as Forças Armadas. Eu sei que não são todos os soldados que fazem isso, mas perdi a credibilidade no serviço”.

Em resposta ao relato do morador, o coronel Carlos Frederico Gomes Cinelli, responsável pela comunicação do Comando Militar do Leste, disse que nada relativo ao fato foi reportado ao canal de comando ou chegou ao conhecimento da assessoria pelos canais de denúncia e ouvidoria.

O vídeo mostra o celular aparentemente sendo derrubado durante a abordagem dos militares ao morador. No entendimento da Defensoria Pública do Rio, não há qualquer problema em filmar abordagens de militares ou qualquer agente público de segurança. Militares do Exército também são orientados, eles próprios, a filmar ou registrar sempre que possível suas ações, como determinou o manual de conduta para operações na intervenção.

FONTE: G1 / Defesanet

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